O deputado estadual Dr. Yglésio destacou na Assembleia Legislativa do Maranhão durante sessão plenária desta segunda-feira (09) a abertura do Procedimento Investigatório Criminal do Gaeco em desfavor do juiz Sidarta Gautama, da 1ª Vara Cível da Comarca de Caxias, sobre suposta participação em organização que prática de agiotagem no Maranhão.

“O juiz Sidarta tem se envolvido em um vasto histórico de casos suspeitos, a farra das liminares [Caso UEMA Caxias] foi a principal delas. Aquele surto de liminares que subitamente foram cancelados por uma série de irregularidades processuais mostrou que nós tínhamos razão”, disse o deputado Dr. Yglésio ao lembrar da suposta farra das liminares na transferência de alunos de universidades particulares para o curso de Medicina da Uema em que o juiz Sidarta teve todas suas decisões revogadas. O parlamentar ainda destacou a força da sociedade organizada quando atua em defesa dos seus próprios direitos.

Na nova denúncia de envolvimento com agiotagem, o pedido de providências formulado pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) é alegado que o juiz “integra uma organização criminosa com atuação no estado do Maranhão, que envolve a prática da agiotagem e o comércio, na área da construção civil , sendo uma relação a essa última atividade, não se trata de propriamente de ilícito penal, mas de violação de proibição funcional, porquanto, por conta de força de lei, o membro da magistratura é proibido de exercer o comércio”.

O deputado Dr. Yglésio lembrou que as denúncias contra o magistrado na Justiça têm sido recorrentes. “O magistrado foi denunciado agora, corre uma investigação no Gaeco, ele está sendo investigado. Infelizmente, a gente está vendo isso acontecer aqui de maneira recorrente”, lamentou o deputado. A incompatibilidade dos bens supostamente atribuídos ao magistrado e o seu rendimento como juiz da Comarca de Caxias foram destacados durante o pronunciamento do Dr. Yglésio.

“Nós conseguimos ter acesso ao banco de dados aqui do Maranhão, a única coisa que tem declarado em termos de automóvel, do respectivo juiz, é uma moto Suzuki 125, pasmem vocês”, revelou o deputado ao mostrar mensagens de WhatsApp em que apontavam carros de luxos, além de aeronaves sendo de propriedade do juiz.

O deputado protocolou uma indicação para o corregedor do Tribunal de Justiça, Marcelo Carvalho, em que pede o afastamento do juiz da Comarca de Caxias. “Eu protocolei uma indicação hoje solicitando ao corregedor do TJ, o desembargador Marcelo, que o afaste imediatamente, que o que a gente espera é que isso não termine apenas como uma compulsória”, defendeu.

“Que o processo penal seja de fato instalado e que ao final dele não fique apenas como uma aposentadoria dentro de casa operando outras situações, mexendo com a agiotagem. Porque isso aqui envergonha o povo do Maranhão, envergonha as suas instituições.”, finalizou o deputado Dr. Yglésio.