Ideologicamente, sempre fui mais alinhado à esquerda, pelo viés social e de aprofundamento de direitos que lhe é característica no papel. Mas…

Como levar a sério os setores da esquerda que defendem o fim do ajuste fiscal?

Como levar a sério os movimentos sociais que defendem aumento de gasto público em cenário de queda de arrecadação?

É como a dona ou dono de casa que ganham um salário, que tem que vencer a inflação que lhes reduziu o poder de compra e tem duas opções:

1. A de cortar os gastos em casa pra continuar com o nome limpo na praça e todos os direitos em dia: ter água e luz em casa, ter comida na mesa etc. Aqui, as coisas evidentemente vão melhorar no médio prazo.

Ou…

2. O de seguir, a despeito das coisas ficarem mais caras, usufruindo dos mesmos serviços em casa, comendo os mesmos produtos que aumentaram bruscamente e quando chegar ao dia 20 do mês, ver que o dinheiro acabou e só poderá ter como opção o calote e o nome sujo na praça, impossibilitado de consumir crédito quando a conjuntura econômica melhorar.

De um lado você tem uma casa com futuro certo… no outro, um lar fadado a fracassar.

Que o Barbosa segure o viés desenvolvimentista heterodoxo e saiba ser o dono da primeira casa. Só assim a conta da Casa Brasil chega ao fim do mês.