A Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional, sob a presidência do deputado Dr. Yglésio (PDT), reuniu-se, na tarde desta quarta-feira (14), na Sala das Comissões, para mais uma vez debater o problema do consumo de carne clandestina no estado do Maranhão. A pauta de discussão foi o Plano Estratégico de Regularização da Cadeia Bovidea do Maranhão, elaborado e apresentado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).

O Plano Estratégico de Regularização da Cadeia Bovídea do Maranhão, apresentado pelo Coordenador de Inspeção Animal da Aged, Marcelo Falcão, identifica 13 plantas de abatedouros públicos construídos, mas não concluídos, localizados nas regiões do Tocantins, Sertão e Baixada que podem atender aos critérios técnicos de funcionamento exigidos pelos órgãos de vigilância sanitária.

“As plantas que apresentam as melhores condições estão localizadas na região do Sertão, beneficiando os municípios de São João dos Patos, Barão de Grajaú, Paraibano, Sucupira do Riachão, Pastos Bons e Nova Iorque. Precisa se fazer ajustes estruturais e definir um plano de gestão para que funcionem a contento”, ressaltou a diretora geral da Aged, Fabiola Ewerton Mesquita.

O cronograma de execução do Plano Estratégico de Regularização da Carne Bovídea no Maranhão inicia agora na segunda quinzena do mês de agosto com uma agenda de trabalho a ser cumprida nos municípios da região do Sertão. O plano vai buscar resposta para as seguintes questões: quem faz? O quê? Como? Quando? e Onde?

O deputado Dr. Yglésio avaliou a reunião como muito produtiva e agradeceu o empenho de todos os parceiros na elaboração de um plano de ação para a solução definitiva do problema do consumo de carne bovina clandestina no estado. “Avançamos muito no nosso trabalho da primeira reunião para cá. Já temos um plano elaborado e um cronograma de ações definido para acabar com a clandestinidade e garantir carne de qualidade para os maranhenses”, salientou.

Protagonismo da Assembleia
A diretora executiva do CIDR, Cláudia Brandão, enfatizou a iniciativa da Assembleia Legislativa do estado do Maranhão, por intermédio da Comissão de Assuntos Municipais, de coordenar a elaboração de uma política pública de combate ao consumo clandestino de carne. “Está de parabéns a Assembleia por essa iniciativa de puxar esse debate e de contribuir para a busca de uma solução definitiva para esse grave problema de saúde pública do nosso estado”, frisou.

“A Assembleia liderar essa ação é louvável. Trata-se de um problema complexo e de difícil solução. A Aged sozinha não consegue resolver esse problema. Está de parabéns a Assembleia por essa iniciativa que busca solução para um gravíssimo problema de nosso estado, que é o consumo clandestino de carne bovina. No Maranhão, 40% da carne que se consome são de origem clandestina”, afirmou a diretora geral da Aged.